Atualmente temos muitas obras que
foram escritas com base na Idade Média – sejam elas em um mundo fictício ou até
mesmo algo mais realista, com seus cavalheiros e reinos. Como exemplos
poderíamos citar “As Crônicas de Gelo e Fogo” de George R. R. Martin, “O Senhor dos Anéis” e “O Hobbit” de J. R. R. Tolkien (que se passam em um mundo de fantasia, a
Terra Média), “Os Reis Malditos” de Maurice
Druon, “A Busca do Graal”
de Bernard Cornwell e muitas outras...
A obra escolhida para esse post
foi “Tristão e Isolda”,
que é a história lendária sobre o cavalheiro Tristão, da Cornualha e a princesa
irlandesa Isolda. Ao longo dos séculos,
a lenda medieval foi contada e recontada, também escrita em diversos idiomas.
Quando a obra foi trazida para o
idioma português? É certo de que a lenda de Tristão e Isolda chegou ao noroeste
da península ibérica – onde se encontram Galiza e Portugal – por volta do
século XIII, assim tendo muitas menções aos personagens da lenda nos cancioneiros
de lírica galego-portuguesa. D. Dinis, o rei-poeta português, compôs uma
cantiga comparando o seu amor por uma donzela com aquele de Tristão e Isolda (Iseu):
“... quero-vos eu tal bem
Qual mayor poss’ e o mui namorado
Tristan sey bem que non amou Iseu
Quant’ eu vos amo, esto certo sey
eu,...”
Há também, dois folios de
pergaminho do século XIV, escritos em galego-português, contendo um fragmento
do livro de Tristão em Prosa.
- Uma curiosidade interessante sobre a obra é que Tristão gostava muito de trovas, ou seja, as canções dos trovadores.
Texto por: Janaína. 💗


