domingo, 22 de outubro de 2017

Análise de tweets sobre política - APS, Morfossintaxe da Língua Portuguesa

Análise Sintática

Antes de analisar qualquer oração, é preciso ter uma noção de que elas sempre serão formadas por SN+SV, o Sintagma Nominal e o Sintagma Verbal. É a partir disto que prosseguimos em nossa análise.

Selecionando um trecho do tweet abaixo podemos ver como funciona o uso de SN+SV, mas para isso acabaremos ignorando um pouco o sentido da frase ao todo para analisar apenas algumas de suas orações. 
  • Os trechos analisados serão: "Alguns assumem isso" e "a Veja é apartidária", começando pela estrutura mais simples:

O trecho “A veja é apartidária” é muito mais simples de ser separado em SN+SV do que “Alguns assumem isso”, isto porque sua estrutura é mais direta - só de olhar a oração, já identificamos com facilidade seu sintagma nominal e sintagma verbal.
Em seu sistema arbóreo (diagrama arbóreo), podemos notar que, de SN saem as ramificações de sua determinante (o artigo "a") e seu núcleo (o substantivo próprio "Veja") e de SV saem as ramificações de seu núcleo (o verbo "ser" conjugado como "é") e seu sintagma adjetival (o adjetivo "apartidária").

E para facilitar um pouco, também temos o sistema de blocos:
Agora, partindo para a análise da oração "Alguns assumem isso", podemos notar como a sua estrutura é mais complexa que a anterior.
De SN, surgiriam as suas ramificações, mas como "alguns" é um pronome indefinido adjetivo, surge a dúvida de que ele seria ou não o núcleo do sintagma nominal. Para explicar isso, podemos dizer que o núcleo, na maior parte das vezes é um substantivo ou o sujeito (pronome pessoal, ex.: eu, ele, ela, etc.), mas nesse caso, ele é o pronome indefinido adjetivo "alguns" pela razão de que  este pronome está substituindo o sujeito desta oração, então, seu núcleo é "alguns". De SV saem as ramificações de seu núcleo, que facilmente é encontrado (o verbo "assumir" conjugado como "assumem"), e também surge um novo SN, para que dele possamos encontrar onde se encaixa o pronome demonstrativo "isso".

Para exemplificar um pouco mais de como funcionam o SN+SV, temos mais um tweet a ser analisado:
Iremos começar já pela primeira oração: "Temer flexibiliza trabalho escravo."
Só de apenas observar essa oração, já separamos a oração em SN e SV (Temer/flexibiliza trabalho escravo). Por mais que sua estrutura seja simples e direta, ao criar seu sistema arbóreo, ela se torna mais complexa. Em seu SN, já temos o núcleo, que é "Temer"; em seu SV, o seu núcleo é o verbo "flexibilizar" conjugado como  "flexibiliza". Também surge uma nova ramificação de SN, onde seu núcleo é o substantivo "trabalho" e seu sintagma adjetival é "escravo". Sim, a palavra "escravo" pode ser um substantivo, mas nesse caso ela é um adjetivo que caracteriza o substantivo "trabalho".

Análise Morfológica

Antes de iniciar uma análise morfológica, é preciso saber que: a menor unidade significativa da língua é o morfema que é classificado de duas formas, ou um lexema ou um gramema. Os lexemas são como um inventário aberto, pertencem ao léxico da língua, sendo assim sempre estão surgindo novos lexemas para a nossa língua. Já os gramemas, são como um inventário fechado, pertencem às classes gramaticais, as quais nada deve ser tirado ou acrescentado.

  • Os lexemas são: os substantivos, os adjetivos, os verbos (exceto ser, estar, haver) e os advérbios nominais. 
  • Os gramemas são: os artigos, os pronomes, os numerais, as preposições, as conjunções e os advérbios.
Utilizando alguns vocábulos dos tweets selecionados, iremos exemplificar um pouco de como funcionam os gramemas e lexemas. Estarão destacados como "L", os lexemas e como "G", os gramemas.
Para saber como foram classificadas os vocábulos da oração acima, é só conferir com a lista de gramemas e lexemas. "Alguns" e "isso" são classificado como gramemas por serem pronomes, enquanto "assumem" é um lexema por ser um verbo.
Já na seguinte frase, temos "todo" como um gramema por ter a função de um pronome nesse caso (já que possui diversas funções), outros gramemas encontrados são: a preposição "de" e o verbo "ser" conjugado como "é".  "Veículo" e "informação" são lexema por serem substantivos, "minimamente" é um advérbio nominal e "parcial" um adjetivo.

Separando alguns desses vocábulos em pedacinhos (os morfemas) podemos encontrar lexemas e gramemas na mesma palavra! Isto ocorre com os lexemas, que possuem seus morfemas lexicais e seus morfemas gramaticais.

Retomando o primeiro exemplo, "assumem" é um lexema e seu morfema lexical é /assum/, /e/ é a sua vogal temática, que indica pessoa e número, e /m/ indica o seu modo e tempo, sendo assim os seus morfemas gramaticais. Ou seja, sua divisão de morfemas seria /assum/e/m/.

Em um exemplo mais complexo, utilizando a palavra "apartidária", separaríamos os seus morfemas e encontraríamos o lexema /part/, que forma outras palavras como "partido" e "partir".

Antes de finalizar, vale reforçar que: por ser um inventário aberto, os lexemas se expandem cada vez mais, enquanto os gramemas nunca irão mudar ou acrescentar "novos", pois já estão fixos na língua portuguesa.

...
APS feita por Ana Flávia Garcia, Janaína Borges dos Santos, Karoline Oliveira e Luís Felipe Ramos. ✌

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Plano de Aula - PCC (Literatura Portuguesa, Poesia.)

I.  Tema: Literatura Portuguesa - Trovadorismo.
II. Turma: 1º ano do Ensino Médio.
III.Objetivo Geral: De início, o projeto propõe apresentar a primeira escola literária de Portugal – apresentando um pouco do seu contexto histórico, ainda assim focando na literatura da época. Também propõe associar as obras trovadorescas com obras atuais e também a ajuda das novas mídias.
IV.Objetivos Específicos:
  • Identificar se os alunos já conhecem ou não o trovadorismo e, se não o conhecem, o que imaginam que pode ser.
  • Apresentar o seu contexto histórico brevemente e então falar sobre o trovadorismo.
  • Apresentar as cantigas trovadorescas e também ir associando-as com poesias e letras de música contemporâneas que carreguem influências trovadorescas a modo que os alunos aprendam sobre o trovadorismo com mais facilidade.

V. Duração: 50 min.

VI.Metodologia: Em uma proposta de aula mais dinâmica, a aula se iniciaria com uma breve explicação que associaria algumas músicas e obras atuais à estética do movimento literário. Depois que os alunos tivessem essa base, a aula passaria a ter um foco maior no Trovadorismo em si – começando pelo seu contexto histórico. Depois de apresentar o contexto, a aula passaria  ter seu foco nas cantigas, começando pela Cantiga de Amor, depois Cantiga de Amigo e por último, as Cantigas de Escárnio e Maldizer. Sempre tendo o apoio das novas mídias.

VII. Avaliação: Ao final, os alunos seriam avaliados por meio de alguns questionários, tendo um certa quantidade de questões objetivas e também de questões discursivas.

VIII.Bibliografias:
MOISÉS, Massaud. A literatura portuguesa. São Paulo: Cultrix, 2006.
ColegioWeb - Trovadorismo.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Sobre Cantigas de Escárnio... - APS (Literatura Portuguesa, Poesia.)

O post de hoje irá abordar o tema das Cantigas de Escárnio e Cantigas de Maldizer.

Cantiga de Escárnio:
“Nessa cantiga, o eu–lírico, faz uma crítica (sátira) indireta e com duplos sentidos a alguém. Para os trovadores fazerem uma cantiga de escárnio, ele precisa compor uma cantiga falando mal de alguém, ou seja, fazendo uma crítica a alguma pessoa, através de palavras de duplo sentido, ou seja, através de ambiguidades, trocadilhos e jogos semânticos, através de um processo denominado pelos trovadores equívoco.
Essa cantiga é capaz de estimular a imaginação do autor, sugerindo-lhe uma nova expressão irônica.”  [fonte: ColegioWeb]

Cantigas de Maldizer:

“Esse tipo de cantiga, também traz críticas, ou seja, sátiras diretas, porém não são acompanhadas de duplos sentidos. É normal que ocorra agressões verbais à pessoa que está sendo criticada, ou seja, satirizada, geralmente usa-se até mesmo palavrões para compor esse tipo de cantiga, onde se revela ou não o nome da pessoa que está sendo agredida verbalmente.” [fonte: ColegioWeb]

É comum que confundam a cantiga de escárnio com a de maldizer, pois ambas tem praticamente a mesma função: satirizar. A diferença entre um e outro é que a cantiga de maldizer tem um conteúdo mais direto e mais pesado, até mesmo chega a expor o nome da pessoa que está sendo criticada em alguns casos.

Se essas sátiras fossem feitas visualmente seriam como uma caricatura.

Dentro do mundo musical, é normal que encontremos uma ou outra paródia ou canção original nessa intenção: satirizar/criticar alguém. Como exemplo disso, podemos usar a canção “Show das Horrorosas”, que é uma paródia da música “Show das Poderosas” da cantora Anitta. A letra não se refere diretamente a alguém e tem recursos mais leves, assim podendo ser considerada uma “Cantiga de Escárnio” dos tempos atuais. [link]

Ainda dentro desse mundo musical, para ser mais específica, o mundo do RAP possui duas coisas que se assemelham bem ao maldizer:

  • Uma delas, seriam as batalhas de rap, onde a intenção é satirizar e criticar o seu oponente até deixa-lo sem resposta ou vencê-lo tendo uma letra mais rica e um bom flow, tudo isso utilizando a poesia agressiva do RAP.

  1. Um canal no Youtube tem ganhado muita atenção por focar em Batalhas de RAP: o canal do Mussoumano, onde ele desafia vários youtubers para batalhar com ele e é raro ser derrotado, mas um dos youtubers que melhor deu sua resposta foi MC Lucão do Canal Inutilismo. Veja como ambos utilizam das rimas para zoar um com o outro. [link] 
  2. Um outro canal também no Youtube que ganhou muita fama por conta das batalhas de RAP, é o canal Epic Rap Battles, onde são colocados personagens uns contra os outros e até mesmo grandes figuras como os candidatos à Presidência nos EUA: Hillary Clinton e Donald Trump. [link]

  • Uma outra forma de se assemelhar à cantiga de maldizer, é a famosa diss track.

“Diss, também conhecida nos Estados Unidos como diss track (literalmente traduzida por canção de insatisfação) é uma canção criada com o único propósito de atacar verbalmente e insultar uma pessoa ou um grupo de cantores. Seu uso é frequente no hip hop.” [fonte: Wiki]

Explicando melhor a diss, irei utilizar a Diss War de Jolly V vs. Tymee vs. KittiB vs. Sam Choi.
Tudo começa com Jolly V que resolve criticar o estilo de Tymee e KittiB, chamando-as de v*dias em sua diss track “Bad B*tches”. Em resposta, ela recebeu a diss track “From Your B*tch” de Tymee, que julgava o visual de Jolly V a chamando de porca - por estar acima do peso - e também recebeu a diss track “I’m a Woman” de KittiB, que se defende dos ataques de Jolly, mostrando como ela consegue ser tão feminina ao contrário de Jolly. Por último, chega Sam Choi com “Diss Time”, que diz que o rap de Jolly V e KittiB está OK, mas afirma odiar Tymee. Todas as 4 diss tracks podem ser consideradas como Cantigas de Maldizer dos tempos atuais, já que tem letras com uma carga mais pesada e os recados são dados diretamente para quem é satirizado.
Confira o vídeo com legenda em inglês ou espanhol.

Já assistiu a alguma batalha de rap? Já viu alguma sátira em forma de música ou imagens? Deixe sua opinião nos comentários!

Até a próxima! 🙋

Texto por: Janaína. 💗

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Sobre Cantigas de Amigo... - APS (Literatura Portuguesa, Poesia.)



Ainda  abordando o tema das Cantigas Medievais, esse post terá foco apenas nas Cantigas de Amigo.

“Essa cantiga tem sua origem popular e são marcadas pela literatura oral, ou seja, paralelismo, refrão, reiterações e estribilho, onde isso são recursos próprios do texto que servem para serem cantados e que propiciam facilitação de memorização. Nas cantigas populares, ainda são usados esses recursos. 

Essa cantiga teve origem na Península Ibérica, ela apresenta um eu-lírico feminino, porém com um autor masculino, ele canta seu amor pelo seu amigo, em um ambiente mais natural, em grande parte, faz um diálogo com a suas amigas ou com a sua mãe. Na cantiga de amigo, a figura feminina é de uma jovem que começa a amar, lembrando as vezes da ausência do amado, ou cantando a sua alegria por um encontro com ele. Essa cantiga pode mostrar também a tristeza da mulher, pelo fato do seu amado ter ido para a guerra. 


Essa cantiga é de amigo, e mostra que a mulher espera ansiosamente pelo amigo, visa bastante às ondas do mar de Vigo e sobre o regresso de seu amado. ” [fonte: ColegioWeb]


Utilizando algumas músicas, podemos voltar a exemplificar as características dessas cantigas:

  • Por que as cantigas possuam um eu-lírico feminino, quem as compõe é um autor masculino.

EX.: Como exemplo, iremos usar a canção “Can’t Take My Eyes off You” – que foi escrita por homens (Bob Crewe e Bob Gaudio), originalmente foi cantada por um homem também, porém, mais recentemente recebeu versões femininas. Uma versão feminina que fez muito sucesso com essa canção, foi a da cantora norte-americana Lauryn Hill [confira aqui] e também a versão do girl group sul-coreano Girls’ Generation [confira aqui]. Confira um trecho da música em português:

  • “Você é bom demais para ser verdade/ Não consigo tirar meus olhos de você/ Tocar você seria como tocar o céu/ Eu quero tanto te abraçar.” [letra completa]
EX².: Outro exemplo que pode ser utilizado é o da música “Can’t Help Falling In Love” – que, assim como “Can’t Take My Eyes off You”, possui diversas versões. Foi escrita por George David Weiss, Luigi Creatore e Hugo Peretti, ficando muito famosa na voz de Elvis Presley, porém uma versão que fez sucesso na Ásia, foi a versão do girl group sul-coreano, The Grace [confira aqui].


  • Por mais que muitas das cantigas sejam descontraídas e retratem uma mulher que se sente feliz por ver o amado ou por ter encontrado com ele, há também as cantigas que demonstram a tristeza dessa mulher com a ausência dele.
EX.: “Quando você vai embora/ Os pedaços do meu coração sentem a sua falta/ Quando você vai embora/ O rosto que eu conheci também me faz falta/ Quando você vai embora/ As palavras que eu preciso ouvir pra sempre poder levar o dia adiante/ E fazer tudo ficar bem/ Eu sinto sua falta” – When You’re Gone, Avril Lavigne. [letra completa]

Em algumas cantigas de amigo, o eu-lírico feminino convida outras mulheres para dançarem, tendo até um humor mais alegre.

EX.: “Vamos lá, garotas! Vamos lá! / Eu vou sair esta noite/ Estou me sentindo bem/ Vou ficar totalmente relaxada.” – Man! I Feel Like a Woman, Shania Twain. [letra completa]

E aí? Lendo algumas dessas características e exemplos, você se lembrou de alguma canção? Se sim, deixe nos comentários!




Texto por: Janaína e Luíz. 💗

terça-feira, 2 de maio de 2017

Sobre Cantigas de Amor... - APS (Literatura Portuguesa, Poesia.)



Antes de qualquer coisa, é importante entender o que são as cantigas trovadorescas. As cantigas são os principais registros da época Medieval no século XI, sendo o primeiro movimento literário da língua portuguesa – o Trovadorismo. 

Esse post falará apenas sobre as Cantigas de Amor! E o que são as Cantigas de Amor? 

“Nas cantigas de amor o homem se refere à sua amada como sendo uma figura idealizada, distante. O poeta fica na posição de fiel vassalo, fica as ordens de sua senhora, dama da corte, onde esse amor é considerado como um objeto de sonho, ou seja, impossível, que está longe. 

Esta cantiga teve origem no sul da França, apresentando um eu – lírico é masculino e também sofredor. Nas cantigas de amor o poeta chama sua amada de senhor, pois naquela época, todas as palavras que terminavam com “or”, em galego-português não tinham feminino, portanto ele dizia “minha senhor”, ele cantava a dor de amar, onde está sempre acometido da “coita”. Essa palavra (coita) é muito usada nessas cantigas, ela significa sofrimento por amor.” [fonte: ColégioWeb] 

Agora, para exemplificar um pouco melhor a cantiga de amor, utilizaremos músicas! 

  • Nas cantigas de amor, há um respeito tão grande pela senhora que o eu-lírico não revela o seu nome. Naquela época era utilizado o termo “minha senhor/senhora” para ocultar seu nome, mas em linguagem atual ainda é muito utilizado. 
Ex.: “Eu protegi o teu nome por amor/ Em um codinome, Beija-flor.” – Codinome Beija-flor, Cazuza. [letra completa] 

  • Umas das características de destaque nas cantigas de amor é a “coita” de amor, que seria um “sofrimento amoroso”. 
Ex.: “Que desde quando você se foi/ Me pego pensando em nós dois/ E eu não consigo ver onde que eu errei/ Se um dia eu fiz você chorar/ Nem meses vão te recuperar/ Mais uma chance pra mostrar que eu mudei.” – Desde quando você se foi, Fresno. [letra completa] 
 “Você quem destruiu a minha vida/ Você que machucou meu coração/ Me fez chorar/ E me deixou num beco sem saída.” – Porque Homem Não Chora, Pablo. [letra completa]

E aí? Lendo algumas dessas características e exemplos, você se lembrou de alguma canção? Se sim, deixe nos comentários!

Até a próxima!  🙋

Texto por: Janaína. 💗

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Sobre livros... - APS (Literatura Portuguesa, Poesia.)



Atualmente temos muitas obras que foram escritas com base na Idade Média – sejam elas em um mundo fictício ou até mesmo algo mais realista, com seus cavalheiros e reinos. Como exemplos poderíamos citar “As Crônicas de Gelo e Fogo” de George R. R. Martin, “O Senhor dos Anéis”  e “O Hobbit” de J. R. R. Tolkien (que se passam em um mundo de fantasia, a Terra Média), “Os Reis Malditos” de Maurice Druon, “A Busca do Graal” de Bernard Cornwell e muitas outras...
A obra escolhida para esse post foi “Tristão e Isolda”, que é a história lendária sobre o cavalheiro Tristão, da Cornualha e a princesa irlandesa Isolda.  Ao longo dos séculos, a lenda medieval foi contada e recontada, também escrita em diversos idiomas.
Quando a obra foi trazida para o idioma português? É certo de que a lenda de Tristão e Isolda chegou ao noroeste da península ibérica – onde se encontram Galiza e Portugal – por volta do século XIII, assim tendo muitas menções aos personagens da lenda nos cancioneiros de lírica galego-portuguesa. D. Dinis, o rei-poeta português, compôs uma cantiga comparando o seu amor por uma donzela com aquele de Tristão e Isolda (Iseu):

“... quero-vos eu tal bem
Qual mayor poss’ e o mui namorado
Tristan sey bem que non amou Iseu
Quant’ eu vos amo, esto certo sey eu,...”


Há também, dois folios de pergaminho do século XIV, escritos em galego-português, contendo um fragmento do livro de Tristão em Prosa.
  • Uma curiosidade interessante sobre a obra é que Tristão gostava muito de trovas, ou seja, as canções dos trovadores.
 

Texto por: Janaína. 💗

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Sobre cartoons... - APS (Literatura Portuguesa, Poesia.)





 Ainda no mundo dos desenhos animados, os trajes medievais e seus costumes são representados constantemente.
Dentro do desenho Hora de Aventura, podemos encontrar outro personagem com um visual inspirado em épocas medievais. O personagem não tem um nome próprio, sendo conhecido como “Tocador de Alaúde” ou “Ministro”. Ele aparece apenas em dois episódios, usando roupas idênticas à roupa de Finn no episódio “Vem Comigo”. Em um dos episódios ele aparece tocando e cantando uma música ao som do alaúde (“Finn, o bebê de bochechas vermelhinhas.” – Link para o vídeo em inglês.)

 Outro desenho que em um de seus episódios representou um visual bem similar ao medieval foi Apenas Um Show e para completar a temática, os personagens recitavam poesias!
Antes de contar um pouco do que ocorre nesse episódio, é importante saber o significado da palavra americana “RAP”, que é nada mais e nada menos que Rhythm and Poetry – em português: Ritmo e Poesia. E esse episódio consegue retratar bem isso, onde um dos personagens se interessa em uma batalha de RAP, mas na verdade ele quer apenas recitar poesias.  – Link para o vídeo em inglês.

Texto por: Janaína. 💗